Consumidores sem Natal

Os brasileiros têm R$ 26,5 bilhões em dívidas acumuladas no cartão e a inadimplência chega a 28,3%, segundo o Banco Central. A inadimplência das operações de crédito no cartão é, de longe, a mais alta de todo o sistema financeiro brasileiro. Em julho, 28,3% das transações com juro feitas com o dinheiro de plástico, como o crédito rotativo e parcelamento, tinham atraso de pagamento superior a 90 dias, conforme dados do BC. Dados divulgados pelo Banco Central revelam o que já se comentava no restrito circulo das operadoras de cartões de crédito. A inadimplência chegou forte nos cartões. No Brasil, mais de 100 milhões de cartões plásticos de crédito estão ativos. Considerando-se em média três cartões por CPF podemos concluir entre 40/50 milhões de cidadãos realizam transações comerciais habitualmente através deste meio de pagamentos.
O sucesso desse produto, além de sua facilidade, segurança e onipresença é o parcelamento automático por prazo indefinido. Mais da metade dos clientes utilizam-se do crédito rotativo. Aqui reside o perigo para seus milhões de usuários. Desde o lançamento do Plano Real, as autoridades nunca atentaram para os juros praticados nessa modalidade de crédito. Ainda hoje, com a inflação beirando os 4% ao ano, a taxa do rotativo chega até 12% ao mês. A média do setor fica em 237,9% ao ano. Apesar dessa política de juros altos, até 2007 a inadimplência estava na faixa de 2 a 3% do volume das transações. O aperto generalizado do crédito levou parcela significativa de consumidores a usarem esse instrumento de pagamento. As altas taxas de juros potencializaram os saldos devedores. O resultado está contabilizado nos dados que apontam para perdas da ordem R$ 7,5 bilhões, com atrasos no pagamento acima de 90 dias. Indicativo de perda no setor financeiro. Atingindo um patamar recorde de 28,3% do volume transacionado. Especialistas, com base no valor médio financiado por cartão, estimam que mais de quatro milhões de brasileiros estejam com seus cartões cancelados. Impedidos, portanto de realizar novas operações. Leia-se novas compras. Enquanto as taxas de juros ficam nas alturas, bilhões de reais são perdidos pela inadimplência, o comércio vê desaparecer milhões de consumidores de suas lojas, nossas autoridades, vítimas de estrabismo focal, discutem a legalidade de descontos diferenciados para compra à vista ou a crédito ou limites para as taxas que incidem sobre a operação dos terminais de consulta dos pontos de venda. O comércio, apesar do sinal amarelo acesso, torce por um Natal melhor no final do ano
Escrito por mercado das pulgas às 22h57
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Em Berlim, brechós-Mercado das Pulgas-são mais importantes que temporadas de moda  Embora não tenha estilistas de renome ou uma semana de desfiles marcante, Berlim é referência mundial fashion. O que influencia profissionais do mundo todo - Alexandre Herchcovitch já se inspirou na cidade, e a grife Amapô também - é, basicamente, a moda de rua. E essa moda é feita, principalmente, por roupas de brechós. Afinal, a cidade alemã é a capital dos brechós e dos mercado das pulgas. Um dos programas imperdíveis para os turistas é visitar o Maur Park aos domingos. Lá é montado um imenso bazar ao ar livre, onde é possível comprar qualquer tipo de roupa. Outra atração da cidade são as lojas com roupas militares. O casaco verde militar é quase um uniforme entre os modernos berlinenses e pode ser encontrado em qualquer brechó ou mercado das pulgas. Além disso, algumas ruas de bairros descolados da ex-Berlim Oriental, principalmente de Prenzlauer Berg, praticamente se especializaram em brechós. Mas, nesse caso, são lojas descoladas, onde se consegue encontrar roupas de grife por uma bagatela. As vitrines são caprichadas. Um verdadeiro exercício de estilo na rua, já que muitas peças ficam dispostas do lado de fora das lojas. Existem até redes de brechós, como o Humanas, que tem várias filiais em Berlim. Berlim tem, sim, as principais lojas de grife do mundo. Mas o que realmente chama atenção para os fashionistas é a variedade de lojinhas. Em Kreuzberg, por exemplo, existem desde lojas de esquerda, que vendem somente produtos com mensagens anticapitalistas, até lojas punks de verdade. É possível, durante uma caminhada, se deparar com um mercado das pulgas de roupa infantil que acontece como evento beneficente dentro de um clube punk. 
Quem vai atrás de label não se decepciona. Há, por exemplo, a primeira loja Adidas - marca alemã, com orgulho –, uma Galerie Lafayete e lojas de departamento finas, como a KDV (centro de consumo na parte ocidental que é referência na cidade, com marcas grandes como Gucci e Prada, entre outras). Os fanáticos por fast fashion também não vão ficar na mão, já que Berlim tem praticamente uma H&M em cada esquina.
Mas nada de shopping center. Quem quer entender e consumir a moda de Berlim deve mesmo é sair andando pelas ruas do Mitte e entrar nas lojas irresistíveis que encontrar. Aliás, para compreender como os alemães se vestem, nada melhor do que sentar em um café e perceber que a cidade não segue exatamente tendências de moda. E talvez, por isso mesmo, seja considerada tão moderna.
Escrito por mercado das pulgas às 20h20
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 O que é? Como funciona? Para que serve? Clique aqui para baixar o manual 
(*) Para abrir o arquivo PDF é necessário ter um leitor de arquivos PDF ou o Adobe Reader instalado. Baixe o Adobe Reader direto do site da Adobe clicando aqui.
Escrito por mercado das pulgas às 23h24
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Simuladores: Conheça alguns simuladores de consumo de energia,água,gás e outros que poderão lhe ajudar a economizar, clique aqui . É diversão, informação e conscientização através de alguns cliques.

Escrito por mercado das pulgas às 23h45
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GRIPE SUÍNA - IMPORTANTE
As ilustrações ajudam mais pessoas a terem acesso a dados importantes neste momento de pandemia da gripe suína. O internauta poderá imprimir o material, que tem o tamanho de uma folha de sulfite (A4), para afixar em lugares viisíveis da casa ou distribuir para familiares e amigos. Clique aqui para abrir o infográfico em JPEG (menor resolução) Clique aqui para abrir o infográfico em PDF (maior resolução)* (*) Para abrir o arquivo PDF é necessário ter um leitor de arquivos PDF ou o Adobe Reader instalado. Baixe o Adobe Reader direto do site da Adobe clicando aqui.
Escrito por mercado das pulgas às 22h56
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Dívidas e convites para gastar
Nunca você deve recorrer ao crédito rotativo dos cartões. Ou acabará tosquiado como uma ovelha incauta
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ESTAMOS ENDIVIDADOS e mal pagos. As famílias brasileiras devem 34% de sua renda. E vão dever ainda mais. Por quê? Bem, para combater a crise, o governo optou por duas frentes: a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos automóveis e da linha branca (fogões, geladeiras e máquinas de lavar) e o aumento do crédito. Nada de errado nisso, não fosse o incremento do desemprego e o achatamento dos salários, normais em períodos de recessão aguda, como aquela que o mundo enfrenta desde outubro de 2008. De um lado, você é estimulado a comprar, comprar, comprar, para que indústrias e comércio mantenham seus níveis de atividade. Ou para que a redução seja a menor possível. De outro, você é obrigado a agradecer a todos os santos por ainda ter emprego, mesmo que o salário seja achatado, atrase etc. Trata-se de uma combinação que tem tudo para endividar os consumidores de um país. Ainda mais se os juros forem estratosféricos, embora tenham sido reduzidos com parcimônia. Lembre, caro leitor, cara leitora, que talvez a metade da economia brasileira seja informal. Nela, não há maquiagem que resolva. Se a atividade diminui, você ganha menos, ou quase nada. Do catador de papel ao profissional liberal, todos perdem nessa situação. Uns deixam de comer, outros de comprar roupas, alimentos mais caros, ou de viajar. É difícil deixar de comprar. O filho espera um presente de aniversário, e as datas do consumo se sucedem: dia das Mães, dos Namorados, dos Pais, das Crianças etc. A mãe faz aniversário, e o filho quer viajar nas férias. O inverno está mais frio do que nos últimos anos, e aquelas roupas de lã no armário pedem aposentadoria. O carro precisa de uma revisão mecânica, e as paredes do apartamento não recebem uma boa pintura há vários anos. Então, não há saída, meu amigo: vamos passar a planejar os gastos com muito cuidado, para não engrossar as listas de devedores. Para começar, é bom definir direitinho a lista do supermercado, antes de comprar. Outras medidas interessantes são postergar algumas reformas domésticas que não sejam urgentes, recuperar algumas roupas e comprar presentes mais baratos. É preciso assumir que já não temos o mesmo poder aquisitivo de antes, e explicar isso para os nossos filhos, os familiares e os amigos. Uma boa tática é somar todos os compromissos de pagamentos, e só considerar disponíveis os reais que sobrarem depois dessa conta. O certo é juntar dinheiro para pagar tudo à vista, em lugar de parcelar pagamentos em incontáveis prestações, ou em cartões de crédito. E nunca, mas nunca, mesmo, você deve recorrer ao crédito rotativo dos cartões. Aí sim, será o fim. Você acabará tosquiado como uma ovelha incauta. Bom senso é fundamental para garantir um sono tranquilo. Antes de assumir compromissos, avalie muito bem o que é que pretende comprar, e confira se tem dinheiro para pagar as contas. Ou isso, ou engrosse ainda mais as estatísticas dos endividados.
Escrito por mercado das pulgas às 22h55
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O S A R I
O que é Nada é tão forte como identidade da mulher indiana como o Sari. Mas, atualmente, no Ocidente, o Sari está na última moda e até é usado pelas mais elegantes deste mundo. Este tecido retangular, que não pode ser cortado nem costurado, possui comprimento variando entre 4 e 8 m, sendo a largura mais comum a de 1,20 m. Essas dimensões variam de acordo com a região e o modo como é drapeado ao redor de todo o corpo.
O Sari surge em comprimentos, cores e desenhos variados, refletindo a grande diversidade cultural da Índia. Os tecidos são os mais variados: dos confeccionados no tear às sedas luxuosas, incluindo os sintéticos dos dias atuais. Origem A origem do Sari é obscura, mas podemos dizer que é tão velho como a civilização indiana. Há 5 mil anos, o algodão já existia na Índia e era transformado em tecido. Uma das mais antigas representações de uma mulher usando um Sari remonta a 100 anos Antes de Cristo, numa terracota do período Shunga (200-50 AC). Deidades religiosas são mostradas com Saris em diversas pinturas e esculturas. Exemplos significativos são as esculturas da civilização Greco-Gandhara Indiana (50 AC - 300 DC), representadas em diferentes estilos de drapeados. Entre os deuses, semi-deuses e mortais representados nos murais das Grutas de Ajanta (final do século 5), há duas representações de mulheres usando Saris cobrindo todo o corpo.
O que compõe o Sari O Sari é usado com duas outras peças de roupa: a Ghaghra (anágua sem pregas, que ajuda a manter o Sari na cintura), usada sob o Sari, e o Choli (blusa curta, que cobre o busto). Pode-se usar um acessório (broche) para manter juntas as pregas do Sari na altura dos ombros. Mas, sem dúvida alguma, o uso do Sari é considerado incompleto sem o Bindi (pequeno círculo colorido usado entre as sombrancelhas) e as jóias, principalmente o Churi (Bangles - inúmeras pulseiras em cada braço).
O Bindi vermelho é exclusivo das mulheres casadas, assim como as cores vivas: vermelho, laranja e amarelo. As mulheres solteiras usam cores mais suaves, como o azul ou o verde, sempre acompanhadas do Bindi, que as embelezam. Outra peculiaridade são os brincos colocados no nariz: os simples, apenas um botão, podem ser usados por todas as mulheres, mas os de argola, maiores, que são presos entre a cartilagem do nariz, são exclusivos das mulheres casadas. As técnicas de fabricação do Sari Mesmo hoje em dia, os Saris mais luxuosos, exclusivos e caros são aqueles feitos no tear. Confeccionar um Sari pode levar alguns meses e, às vezes, anos. As padronagens e os desenhos estampados nos Saris possuem o seu próprio significado, e indicam a região de onde provem. Os motivos mais comuns são os pavões, elefantes, papagaios, motivos florais, lótus e diamantes.
Há três técnicas principais: os Saris feitos no tear, os impressos e os bordados. Os impressos ou estampados podem ser feitos com blocos de pintura manuais, ou utilizando diferentes técnicas: roller printing, tie & dye, batik ou kalamkari. Há inúmeros estilos de Saris bordados - Kantha, Chikankari, Parsi, relacionados às diversas regiões da Índia. A italiana que adotou o Sari Sonia Gandhi, a italiana que conquistou o coração de Rajiv Gandhi, filho de Indira Gandhi, ambos assassinados, tornou-se uma política respeitada, ganhando as eleições para primeiro-ministro em maio de 2004. Embora tenha renunciado ao cargo, esta mulher de fibra, determinação e força de vontade, presidente do Congresso, é uma defensora dos costumes indianos, e possui, atualmente, uma das mais belas coleções de Saris, que ela usa magnificamente em todas as suas aparições públicas.
Curiosidades da última Maharani de Jaipur O enxoval da última Maharani de Jaipur, que se casou em 1940, continha mais de 250 Saris escolhidos por sua mãe. Eram Saris deslumbrantes, em musselina, bordados com fios de ouro e em seda pesada.
Os Saris escolhidos por Ma, como era carinhosamente chamada pela filha, se tornaram o ideal de moda das mulheres Rajput através do país. Cores pastéis em chiffon francês, a cabeça graciosamente coberta e um colar de pérolas passou a ser a maneira elegante de se vestir. Ela foi um símbolo de elegância na Índia assim como Jaqueline Kennedy, sua amiga, foi para os americanos. Aliás, foi Ma quem introduziu o chiffon nos Saris e eles se tornaram muito populares devido ao carisma e a forma de usá-los da Maharani de Jaipur. Como amarrar um sari A forma de amarrar o Sari não é complicada, se o fizermos segundo algumas regras elementares. O tecido deve ser sempre enrolado no corpo no sentido anti-horário; o Sari não deve arrastar no chão, evitando-se assim sujá-lo (para isto, aconselha-se utilizar uma sandália de salto alto), mas deve cobrir os pés e a anágua.
Seguindo passo a passo as explicações de uma indiana... Colocar o Choli (blusa curta) e a Ghaghra (anágua), apertando muito bem a tira na cintura, ou abaixo do umbigo, como queira. Ela tem de ficar muito justa, com as pontas do nó caindo para o lado direito do corpo;
Desenrolar o Sari, verificando qual deve ser a parte de baixo (normalmente há uma dupla barra que circunda o tecido, tornando-o mais pesado nesta região, interrompida um pouco antes do final). Devemos começar a enrolar por esta ponta; Colocar a sandália com a qual iremos vestir o Sari. Ver a proporção da saia para que esta não arraste no chão, uma vez que o restante do tecido será embutido dentro da anágua; Começar a dobrar pelo lado direito, vindo para a esquerda, dar uma volta e meia, parando na altura do umbigo; Com a outra mão, ir seguindo o Sari até o seu final. Pegar a ponta e dobrar inúmeras vezes até finalizar o tecido. Segurar esta ponta e jogá-la por cima do ombro esquerdo, antes passando o tecido por debaixo do braço esquerdo, dando a volta pelas costas. Deixar cair a ponta do Sari (normalmente a parte mais trabalhada) até a altura desejada, lembrando-se que quanto mais comprida for esta ponta, mais bonito o Sari ficará ao final; Com o restante do pano, começar a fazer dobras com os dedos: primeiro uma menor, em seguida várias maiores até o pano finalizar. Quando isto acontecer, juntar todas as dobras, colocando-as por dentro da anágua, prendendo-as com um alfinete. Desdobrar a primeira prega (a menor), embutindo-a na anágua, ajustando o Sari. Normalmente, as pregas se situam do lado direito do umbigo, mas podem ficar centralizadas no corpo, se assim o desejarmos; Ajustar, em seguida, o restante do tecido que porventura fique sobrando, colocando-o também para dentro da anágua; Abrir um pouco o tecido pregueado que colocamos sobre o ombro, espalhando-o sobre o peito. Pode-se também prendê-lo, com um alfinete ou broche, no alto do ombro, sobre a blusa. Em algumas regiões, com a ponta do Sari caída nas costas, dá-se uma volta no corpo e prende-a na anágua, na altura da cintura esquerda; A blusa normalmente é decotada, aberta na frente, forrada, mas com mangas transparentes e se situa logo abaixo do busto. 
Escrito por mercado das pulgas às 21h38
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História do JeansO jeans faz 150 anosA moda é realmente o espelho da vida. O surgimento do jeans, por exemplo, é fruto da necessidade de diversificar os negócios. No auge da corrida do ouro e conquista do oeste americano, por volta de 1850, muitos comerciantes aproveitavam para vender os produtos usados na mineração e exploração, como ferramentas, mantimentos, roupas e lonas. A lona era o produto mais lucrativo e logo todos passaram a comercializá-la. Foi aí que Levi Strauss, um mercadante com um grande estoque de lonas,sem conseguir vendê-las procurou outra aplicação para o produto. Ele observou que devido a grande exigência física no trabalho das minas, os mineradores tinham que substituir freqüentemente as roupas utilizadas, e isso lhes custava caro. No início foi tudo uma experiência. Levi Strauss confeccionou duas ou três peças reforçadas com a lona que possuía, deu-as aos mineradores e o sucesso foi imediato. Altamente resistente, as peças não estragaram com facilidade. Estava criado o jeanswear, o estilo reforçado de confecção, o qual foi originalmente destinado a roupas de trabalho. A Origem da palavra jeansA raiz da palavra jeans foi notada pela primeira vez em 1567 como Genoese ou Genes, um termo usado na descrição das calças dos marinheiros da cidade de Gênova/Itália. Os rebites de reforço foram patenteados em 1873 por Levi Strauss e Jacob Davis. Tachinhas de cobre foram utilizadas para dar uma maior resistência aos bolsos que não estavam resistindo ao peso colocados neles. Os pontos críticos das calças foram reforçados, tornando-as mais duráveis. A partir de então, cada vez mais os trabalhadores utilizavam o jeans para exercer suas tarefas mais árduas e de exigência física. Entretanto, o jeans só passou a ser utilizado no dia-a-dia, já no século XX. Com o surgimento no cinema, encabeçado por James Dean e Marlon Brando, a roupa começou a associar-se ao conceito de juventude rebelde, conquistando este público. Cawboys do asfalto com suas Harley-Davidsons aterrorizavam a Califórnia. Elvis Presley em 1957 já usava seu jeans, e desde então rock e jeans são inseparáveis. Novas modelos como Marilyn Monroe e Jayne Mansfield também usavam jeans apertado para mostrar como uma trabalhadora tradicional poderia ser sexy. Há o aparecimento do movimento hippie e eles adoravam o jeans, pois não era caro e era funcional. Jaquetas e calças jeans viraram febre para uma juventude independente que se reunia e celebrava seu estilo de vida em festivais de rock como Woodstock e Monterey . O jeans só chegou a conquistar o restante da população após a proliferação social do seu conceito como roupa despojada e do cotidiano, sem perder seu charme e elegância. Consagravam-se os gigantes do Jeans, como Levi's, Lee e Mustang. Calvin Klein foi o primeiro estilista a colocar o jeans na passarela. Foi já na década de 70 e isso provocou os mais conservadores. Mesmo assim foi seguido pelos demais estilistas da época e o jeans definitivamente conquistou seu espaço na sociedade. A comodidade e praticidade que o jeans proporciona, aliadas a sua fácil manutenção foram definitivos para sua fixação como vestuário básico. Numa época em que estamos cada vez mais sem tempo livre esses fatores são fundamentais. Percebe-se também a introdução e continuidade do jeans nos ambientes de trabalho mais formais, em escritórios, grandes empresas e instituições financeiras, principalmente após a instituição da sexta-feira como o "Casual Day" e muitas vezes a abolição total da obrigatoriedade do uso de terno e gravata. As várias modelagens do jeansTradicionalCintura no lugar e pernas de corte afunilado. Já foi chamada de five pochets (cinco bolsos), três na frente e dois atrás, uma referência à pioneira 501 americana da Levi's. Por seu corte acompanhar as linhas do corpo, costuma vestir bem a maioria das pessoas. AntifitModelagem da 501, o primeiro modelo da Levi's.Tem botões ou zíper, adaptada a silhueta do consumidor brasileiro, com cintura baixa, quadril desestruturado e corte reto nas pernas. Como o nome diz, não é um jeans de caimento perfeito; fica com pequenas sobras no quadril e cavalo.Tem pontos a favor: o conforto e o estilo. Cut Boot (Corte para botas)Uma variação do antifit, tem a perna um pouco mais larga do joelho para baixo, para facilitar o uso de botas para dentro da calça. SemibaggyPor ter cintura no lugar, quadril largo e corte da perna ligeiramente afunilado, é o modelo mais adequado ao tipo físico da brasileira, de cintura fina e quadril largo. Tigh Fit ou Slim Fit (caimento justo, apertado)Com cintura baixa, tipo Saint-Tropez, marca bem os quadris e tem as pernas justas, com corte afunilado ou reto. CigarreteModelagem ajustada ao contorno do corpo, pernas justas e cintura baixa.Algumas versões usam a mistura de jeans com lycra. O resultado é uma calça ainda mais agarrada. Oversized (tamanho exagerado)É o jeans bem folgado.Suas formas amplas não favorecem as mais baixas (achatam a silhueta) nem as gordinhas (parecem ainda mais gordas). Base extra dimensionada de cintura larga, quadril desestruturado e pernas amplas. Qualquer que seja o modelo, o jeans é associado a trajes informais e é a vestimenta com poder de unificação social, pois independente da raça ou classe social, todos usam jeans. HISTÓRIA DO JEANSA FANTÁSTICA HISTÓRIA DO JEANSA história da fantástica aventura do jeans começou em Nimes, na França, onde foi fabricado pela, primeira vez. No entanto, foi à indústria têxtil de Maryland, na Nova Inglaterra, que popularizou, em 1792, o uso desse tecido de algodão sarjado, que chamaram de denim por ser fabricado com as mesmas características do pano que se fazia em Nimes. Por ser um tecido que não merecia grandes cuidados e era durável, no início ele era destinado a roupas para o trabalho no campo e também para os mineiros de ouro na Califórnia. O jeans só se tornaria mais macio muito tempo depois, quando começou a ser lavado com pedras antes de ser posto à venda. Esse jeans mais macio era produzido por um alfaiate da Califórnia, que fazia calças para mineiros, e que, mais tarde, se associou a Levi-Strauss. Utilizava-se o tecido, vindo de Maryland, e geralmente na cor marrom, para cobrir carroças. Quando a venda de tecido para essa finalidade caiu, ele passou a ser utilizado na fabricação de calças, em uma modelagem resistente e própria para o trabalho das minas. Depois, ao ser vendido em larga escala, o jeans (já tingido de azul - na verdade um tom verde, que com o tempo e a luz, ainda na tecelagem, vai se transformando no indigo blue) se tornaria o elemento principal de uma verdadeira revolução no modo de vestir. Pode-se dizer que as atuais calças em jeans têm o mesmo estilo daquelas que fizeram sucesso com os mineiros, depois com todos os trabalhadores americanos, e, mais tarde, com os hippies, que as utilizaram como símbolo de rebeldia contra as roupas convencionais. Assim, o jeans tornou-se um tipo de moda nascida não pela imaginação dos estilistas, vinda de cima para baixo, mas de baixo para cima, acabando por tonar-se um clássico da roupa. Nomes da alta costura, como Jacques Fath, Pierre Cardin, Givenchy Pierre Balmain e Van Cleef Arpels, acabaram por ligar suas etiquetas à trajetória do jeans como moda. Ele tornou-se um fenômeno bastante singular. Usado em todos os continentes por trabalhadores do campo e da cidade, foi adotado tanto pelos ricos quanto pelos pobres, curiosamente sempre conservando as características originais das primeiras calças feitas por Levi-Strauss. Popularizado no cinema por astros como Marlon Brando e James Dean, o jeans passou a ser o símbolo de toda a geração que ligava rebeldia à liberdade. No início, foram os jovens que o usaram com entusiasmo, fugindo das roupas convencionais, na década de 40. Estes, quando adultos, nos anos 50, adotaram o jeans também como estilo casual, usando-o com camisa social, gravata e blazer. O antigo modelo 501 da Levi-Strauss, com rebites e botões de metal, é até hoje o mesmo, inspirando o estilista americano Calvin Klein quando lançou a sua marca. A propaganda de Klein, na época, tornou-se famosa. Ele colocou Brooke Shields, então a ninfeta do momento, num imenso outdoor em plena Times Square, Nova York, declarando: "Entre eu e o jeans não existe mais nada". Pode-se dizer que também há uma grande intimidade entre o jeans e o espírito da própria sociedade contemporânea. Verdadeira origem do estilo casual, as roupas de jeans aguçaram a criatividade e determinaram uma maneira de vestir. O casual avançou tanto que os estilistas perceberam a necessidade de introduzir também mudanças na moda clássica, tornando-a mais moderna. Houve também resistência ao jeans, e muitos costureiros decretaram que em pouco tempo os homens também usariam saias. Ou se vestiriam de maneira futurista, como os astronautas. Nada disso aconteceu, mas descobriram-se novos tecidos, proporções e cortes que tornaram as roupas cada vez mais perfeitas. A indústria da moda tornou-se gigantesca e democrática para abrigar várias tendências de estilo. E o jeans foi incorporado a esse espírito. Trata-se de um caso único na história da roupa, onde um artigo que começou popularíssimo, passou a ser usado por gente bem-vestida, ganhando incrível versatilidade. O alemão Oscar Levi Strauss foi quem criou o jeans nos Estados Unidos no ano de 1853. Era a época da febre do ouro na Califórnia, e como os mineiros necessitavam de uma roupa resistente, Strauss inventou algumas calças de lona que tinham três bolsos que se prendiam com tiras. Foi patenteado em 1873. Seu invento foi aceito imediatamente, não só pelos mineiros, como também pelos agricultores, ferroviários e os vaqueiros. Levi Strauss morreu em 1902 deixando um patrimônio de US$ 1.600.000.
Escrito por mercado das pulgas às 21h57
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Mercado de Pulgas ( Mercado das Pulgas ) O Marche Aux Puces ou Mercado de Pulgas é o local onde se comercializam artigos usados. Porém, antes de se popularizar, esse tipo de comércio era característico dos subúrbios da França, mais precisamente de Saint-Ouen, no norte de Paris. Vários mercados começaram a abrir nessa região depois da Primeira Guerra Mundial e o lugar virou moda! Roupas, calçados, ferramentas antigas, mobílias, bronze, luminárias, bijuterias e jóias eram vendidos a preços baixos, movimentando principalmente os domingos, quando era tradição o passeio fora das muralhas.
Hoje, o Mercado de Pulgas de Paris ocupa uma área de 11km de ruas e becos, formando um grande labirinto que recebe cerca de 11 milhões de visitantes por ano.
A maioria das lojas não são especializadas, permitindo ao consumidor, encontrar vários produtos numa mesma loja: bicicletas, cerâmicas, roupas, discos e pinturas podem ser vistas num só lugar.
O grande movimento se dá porque não se tratam de simples objetos velhos; mas porque estamos falando de Gucci, Prada, Vuitton, Hermés e várias outras marcas, normalmente em ótimo estado, vendidos por menos da metade do preço. Uma festa para colecionadores, profissionais da moda e para o próprio usuário.
Escrito por mercado das pulgas às 22h23
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